Nome científico: Microcebus rufus
Tamanho: Corpo: 12,5 -15 cm
Habitat: Florestas
Distribuição: Leste de Madagascar
Todos os mamíferos têm pêlos. Mamíferos aquáticos, como as baleias, têm poucos pêlos no corpo porque uma quantidade maior os deixaria muito lentos para nadar. Outros animais, entretanto, necessitam de uma grande quantidade de pêlos para se manter aquecidos em baixas temperaturas. O boi-almiscarado, por exemplo, tem uma cobertura com dois tipos de pêlo: um longo e outro curto. Os dois agem em conjunto, isolando o corpo do animal, que vive em ambientes de frio extrmo. O pêlo do bicho-preguiça cresce na direção oposta à dos outros mamíferos. Eles apontam para baixo quando o bicho-preguiça está pendurado na sua posição tradicional para que a água que cai sobre ele possa escorrer.Animais que fazem sucesso nos zoológicos circulam em postais por todo o Brasil
Por: Cathia Abreu, Instituto Ciência Hoje/RJ
Publicado em 21/01/2008 | Atualizado em 11/06/2010
Não se espante caso você receba uma carta e veja no envelope a estampa de um elefante ou de um leão. Esses dois animais foram alguns dos escolhidos para ilustrar selos produzidos pelos Correios. A coleção que destaca os habitantes dos zôos brasileiros traz também o tigre, o chimpanzé, a arara-vermelha-grande e a girafa.
Uma votação popular elegeu estes seis bichos para ilustrar selos produzidos pelos Correios.
Os animais foram selecionados por meio da votação popular Bote o bicho no selo, que contou com a participação de milhares de pessoas e foi promovida na página virtual dos Correios, em parceria com a Sociedade de Zoológicos do Brasil. Dos 36 animais propostos para votação, seis foram escolhidos para brilhar em selos brasileiros. Todos são representantes da fauna de outras regiões do mundo, com exceção da arara-vermelha-grande, que mora na Amazônia.
O fato de a maioria dos animais ser nativa de outros países do mundo, porém, não interfere no sucesso que os bichos fazem nos zoológicos do Brasil. “Nós, técnicos de zoológicos, já esperávamos esse resultado, que demonstra a grande missão que temos de ensinar e mostrar à população brasileira a grande biodiversidade de nossa fauna. Infelizmente, a mídia quase sempre retrata somente os grandes representantes da fauna africana, sendo muito raros documentários sobre a fauna de nosso continente”, explica Luiz Antonio da Silva Pires, diretor de comunicação da Sociedade de Zoológicos do Brasil.
Para o médico veterinário Carlos Eduardo Verona, do Instituto Brasileiro para Medicina da Conservação e da Escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, o resultado mostra a falta de programas de educação ambiental com animais da fauna brasileira, que deveriam ser aplicados também nas escolas e divulgados pelos meios de comunicação. Segundo ele, os zôos prestam um grande serviço porque mostram o animal “ao vivo”, seus hábitos, além de aumentar o interesse do público, mas somente com projetos desse tipo é que será possível competir com bichos como leões, girafas e elefantes. “É claro que eles são importantes, mas nós, brasileiros, precisamos conhecer mais sobre a nossa fauna para entendermos sua grande importância e para podermos preservá-la enquanto ainda temos tempo”, aconselha.
Na votação feita pelos Correios, cada animal escolhido pelo público – mesmo os que não vivem no Brasil – representa uma região do nosso país. A arara-vermelha-grande, por exemplo, simboliza a região Norte, uma escolha bastante apropriada, já que a ave é encontrada na Amazônia e pode ser vista na coleção de animais do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. O lugar abriga somente animais amazônicos e é considerado o primeiro zoológico do Brasil.
Ao analisar o fato de a arara-vermelha-grande ser a única representante brasileira entre os animais escolhidos para estampar selos em nosso país, Nelson Sanjad, coordenador de comunicação e extensão do Museu Goeldi, afirma que a escolha do público foi guiada também pela simpatia. “No processo de seleção, o público votou nos animais mais queridos. E os animais mais queridos ou mais curiosos continuam sendo o leão, o tigre, a girafa, o elefante e o chimpanzé, graças à influência da literatura, do cinema e da televisão. Esse resultado, contudo, não deixa de provocar uma reflexão sobre o papel dos zoológicos na divulgação da fauna brasileira e no interesse da sociedade pela conservação dos animais que vivem em nosso território. Pessoalmente, acredito que poderíamos fazer mais”, diz ele.
Os zoológicos, de fato, são espaços importantes para a conservação das diversas espécies de animais, além de ser lugar de pesquisa, educação ambiental e lazer.
Cathia Abreu
Instituto Ciência Hoje/RJ
Mamífero é um animal vertebrado, o que significa dizer que ele tem uma coluna vertebral formada por ossos individuais chamados vértebras. Uma "gaiola" de ossos envolve e protege o coração e os pulmões, e um osso duro e forte protege o cérebro. Ligados a essa estrutura central do esqueleto existem quatro membros. Em alguns mamíferos, esses membros constituem em quatro patas, mas também podem ser apenas duas pernas e dois braços. No caso dos mamíferos aquáticos, os membros traseiros desaparecem, dando lugar a uma cauda poderosa que permite a esses nadadores se deslocar na água.
Camundongos comem relativamente pouco, mas causam danos a enormes quantidades de alimentos armazenados, como grãos. Camundongos selvagens são noturnos e têm o sentido da audição muito aguçado. Alimentam-se de sementes e talos de plantas e, ocasionalmente, de insetos. Esses roedores costumam andar sobre as quatro patas, mas, quando comem ou se defendem, podem se apoiar nas patas traseiras, usando a cauda como apoio.