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terça-feira, 22 de março de 2011

Série de selos com espécies ameaçadas celebra 50 anos da WWF

Inovação em 2 dos 14 selos permite a usuários de smartphones assistir a vídeos da ONG sobre as espécies.

O Correio britânico está lançando uma série de selos com imagens de espécies de animais ameaçadas para comemorar o 50º aniversário da ONG ambientalista internacional WWF. A série é formada por 14 selos com imagens de animais - cinco deles da fauna brasileira (veja selos abaixo).

Estão retratados o elefante africano, o gorila-das-montanhas, o tigre siberiano, o urso polar, o leopardo-de-amur, o lince ibérico, o panda vermelho, o rinoceronte preto e um cão selvagem africano.

Da fauna brasileira estão representados nos selos a onça pintada, o sapo venenoso Dendrobates azureus, a arara-azul, o macaco-aranha e o mico-leão-dourado.

Os selos foram produzidos com papel fabricado a partir de árvores de florestas controladas e certificadas ou de fontes recicladas. Dois dos selos - com as imagens do elefante e do tigre - também trazem uma inovação tecnológica.

Usuários de smartphones, com a ajuda de um aplicativo especial, poderão escanear as imagens e assistir a vídeos sobre as espécies ameaçadas, narrados pela atriz Miranda Richardson, embaixadora da WWF.

WWF 1 (Foto: WWF / Divulgação)
Macaco-aranha, arara-azul, sapo-boi-azul e a onça-pintada são alguns dos animais amazônicos lembrados nos selos comemorativos do 50 anos da WWF (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 2 (Foto: WWF / Divulgação)
Selo do elefante africano, espécie em extinção devido ao comércio de marfim (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 3 (Foto: WWF / Divulgação)
Cão selvagem africano, um dos mais ameaçados da África (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 4 (Foto: WWF / Divulgação)
Leopardo-de-amur, felino mais raro do mundo: 40 exemplares restaram no mundo (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 5 (Foto: WWF / Divulgação)
A WWF trabalha há 40 anos para proteger os rinocerontes pretos (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 6 (Foto: WWF / Divulgação)
Correio britânico traz selos como o do mico-leão-dourado (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 7 (Foto: WWF / Divulgação)
Acredita-se que existam menos de 200 linces ibéricos no mundo (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 8 (Foto: WWF / Divulgação)
Gorila-das-montanhas vive na fronteira entre a Ruanda, Uganda e a República Democrática do Congo. A WWF afirma que apenas 700 exemplares sobraram na natureza (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 9 (Foto: WWF / Divulgação)
Urso polar lembra do combate ao degelo no Círculo Polar Ártico (Foto: WWF / Divulgação)
WWF 10 (Foto: WWF / Divulgação)
Panda vermelho, típico na região do Himalaia, entre a China e Nepal (Foto: WWF / Divulgação)

WWF 11 (Foto: WWF / Divulgação)
Segundo a ONG, existem apenas 450 tigres siberianos na Terra (Foto: WWF / Divulgação)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fotógrafo registra vida selvagem em vários continentes

O mexicano Patricio Robles Gil passou mais de duas décadas fotografando animais ao redor do mundo.

Durante mais de duas décadas, o fotógrafo mexicano Patricio Robles Gil captou a beleza encontrada em reservas naturais de várias partes do mundo, algumas delas livres da influência da homem. "Tive o privilégio de caminhar e me perder durante dias, às vezes a cavalo, nesses ecossistemas intocados e isso te deixa uma marca muito profunda", diz ele.

O fotógrafo viajou pelo Pantanal Mato-grossense, onde ficou impressionado com a quantidade de onças pintadas que encontrou (veja fotos abaixo).

Animais Robles Gil 1 (Foto: Copyright Robles Gil)
Tigre foi fotografado por Robles Gil no Parque Nacional de Ranthambore, na Índia (Foto: Copyright Robles Gil)

"Demorei anos para conseguir encontrar uma onça frente a frente. Não acho que haja outro lugar no mundo onde seja possível garantir que é possível ver uma onça. Foi maravilhoso. Nos primeiros 30 dias, vi 17 onças. No segundo mês, vi outras 40."

Para Robles Gil, divulgar fotos de áreas silvestres representa um grande conflito. Por um lado, segundo ele, é necessário comunicar a beleza dessas regiões e a necessidade de protegê-las. Por outro, a divulgação pode causar uma explosão de ecoturismo com impacto negativo para esses locais.

Animais Robles Gil 5 (Foto: Copyright Robles Gil)
Alce no Parque Nacional Denali, no Alasca, Estados Unidos (Foto: Copyright Robles Gil)

"Hoje em dia, acho que não é correto eticamente que alguém possa visitar parques e reservas no mundo e ser apenas espectador. Mesmo que não sejam fotógrafos ou ambientalistas, os visitantes tem que fazer algo", diz o fotógrafo. "Nos últimos 20 anos, tenho visto como está aumentando a fragmentação das áreas selvagens, o que vai isolando esses espaços e afetando a viabilidade de várias espécies no futuro."

Robles Gil diz que é preciso que os visitantes se comprometam ou "estas áreas selvagens vão desaparecer".

Animais Robles Gil 2 (Foto: Copyright Robles Gil)
O mexicano passou duas décadas visitando diversas partes no mundo (Foto:
Copyright Robles Gil)

Animais Robles Gil 3 (Foto: Copyright Robles Gil)
Casal de araras capturada pelas lentes de Robles Gil (Foto: Copyright Robles Gil)

Animais Robles Gil 4 (Foto: Copyright Robles Gil)

Cabra vista na península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia (Foto: Copyright Robles Gil)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fotógrafo capta explosão de cores em detalhes de aranhas e moscas

Usando lentes Macro, americano Thomas Shahan surpreende com imagens de artrópodes.

Da BBC

Um fotógrafo norte-americano capturou detalhes de diversos artrópodes em imagens que mostram formas complexas e as cores características dos animais.
Munido de uma câmera digital comum e de lentes macro, Thomas Shahan fotografa diferentes espécies de animais minúsculos, principalmente aranhas e diversos tipos de insetos, como moscas e libélulas (veja fotos abaixo).

Aranhas moscas 1 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Inseto conhecido como 'donzelinha'. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Os detalhes e as cores se destacam nas imagens de Shahan, que são divulgadas em seu site. No caso de uma aranha Maevia inclemens, o close-up mostra de perto os quatro olhos e a superfície amarela do octópode.

Aranhas moscas 2 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Mosca 'Holcocephala fusca.' (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Shahan diz que não mata, maltrata ou imobiliza os animais. "Eu sempre tento fotografar os objetos em seu ambiente natural - ou pelo menos na rua, mas eu ocasionalmente trago um artrópode para dentro de casa para fazer as imagens", diz.

Aranhas moscas 3 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Uma mosca-cavalo ('Tabanus lineola'). (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

O fotógrafo diz que, em seus primeiros experimentos, chegou a colocar alguns artrópodes no congelador, para deixar seus movimentos mais lentos, mas se arrependeu depois de ver que eles morriam depois de um tempo.

Aranhas moscas 4 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Fêmea da 'Tabanus lineola'. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Shahan diz que, para fazer fotos de insetos, o equipamento é secundário. "Você pode fazer muito com pouca coisa", diz. A dica que ele dá para os interessados é "sair para a rua, se divertir procurando insetos e tirar o maior número de fotos possível".

Aranhas moscas 5 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
'Zygoptera' parece ter 'sorriso' e dentes na face. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Aranhas moscas 6 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Louva-a-deus é fotografado por Shanan. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Aranhas moscas 7 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Aranha com 4 olhos, coloridos como um semáforo. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Aranhas moscas 8 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Uma libélula-azul. (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

Aranhas moscas 9 (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)
Thomas Shahan fotografou uma aranha-lobo ('Hogna'). (Foto: Thomas Shahan / www.thomasshahan.com)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Americana flagra 'jacaré laranja' na Flórida

Réptil foi fotografado em Venice por Sylvia Mythen. Mulher contou que precisou olhar duas vezes para acreditar.

A norte-americana Sylvia Mythen disse que levou um susto na quarta-feira após flagrar um jacaré americano (aligátor) laranja em Venice, no estado da Flórida (EUA). A mulher contou que precisou olhar duas vezes para ter certeza do que tinha visto, segundo a emissora de TV 'ABC'.

A norte-americana Sylvia Mythen disse que levou um susto na quarta-feira após flagrar um jacaré americano (aligátor) laranja em Venice, no estado da Flórida (EUA). A mulher contou que precisou olhar duas vezes para ter certeza no que tinha visto, segundo a emissora de TV 'ABC'. (Foto: Reprodução)

Bezerro de duas cabeças é considerado 'milagre' no Egito

Animal demorou 2 horas para nascer. Peso da cabeça ainda impede bezerro de levantar.

Uma vaca deu cria a um bezerro de duas cabeças no Egito no último final de semana. Segundo o fazendeiro, o nascimento do animal foi um "milagre divino".

Sobhy el-Ganzoury contou que a vaca passou duas horas tentando fazer com que o animal nascesse. O veterinário que fez a cirurgia atestou que ele nasceu com bastante saúde, mesmo com as duas cabeças.

O bezerro ainda não consegue se levantar por conta do peso da cabeça, mas a vaca o alimenta perfeitamente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Atropelamento de Animais Silvestres. Reduza essa estatística - Projeto Fauna Viva.

Ao avistar animais silvestres nas proximidades da rodovia, mesmo que feridos ou mortos, ligue para (21) 2777-8300. Se possível forneça uma referência, como quilômetro ou localidade.

Para atuar de forma efetiva na preservação dos animais silvestres da região servida pela rodovia Rio-Teresópolis-Além Paraíba, BR-116/RJ, em especial no trecho da serra - onde está localizado o Parnaso (Parque Nacional da Serra dos Orgãos), uma das mais importantes áreas de preservação da Mata Atlântica -, a CRT (Concessionária Rio-Teresópolis) se uniu ao Parnaso para dar vida ao Projeto Fauna Viva.

Essa iniciativa, que existe desde 2008, conta com o apoio e a colaboração do Instituto Chico Mendes, Ibama, Museu Nacional do Rio de Janeiro, Centro de Primatologia do Rio de Janeiro - INEA, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Castelo Branco, Fundação Oswaldo Cruz, Universidade de São Paulo e Fundação RioZoo.

O objetivo central é identificar e monitorar os animais silvestres atropelados na BR-116/RJ e os pontos com maior incidência. Desta forma, buscam-seinformações para embasar o planejamento e a execução de ações que ajudem na redução dessas ocorrências, como, por exemplo, a implantação de dispositivos que permitam a travessia segura dos animais. Outro desdobramento do projeto é regatar espécies saudáveis em perigo ou feridas no entorno da rodovia.

O Projeto Fauna Viva é realizado no trecho sob concessão da CRT, que totaliza 142,5 quilômetros de extensão. A área de estudo inicia-se no município de Duque de Caxias e atravessa os municípios de Magé, Guapimirim, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto e Sapucaia.

A região Rio-Teresópolis-Além Paraíba, em especial no trecho da serra, abriga importantes remanescentes florestais com várias espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, a onça parda, o macaco muriqui, o porco-do-mato e diversas aves. Dentre os representantes da fauna que estão mais expostos ao risco de atropelamento na área da rodovia, encontram-se o macaco bugio, a preguiça, o cachorro-do-mato, o tatu-galinha, o gambá, o ouriço-cacheiro, além de gaviões e corujas.

  • Efeitos do meio ambiente:
  1. Redução do habitat de espécies vegetais e animais.
  2. Desequilíbrio na cadeia alimentar.
  3. Perda da diversidade genética.
  • Como ajudar na redução dos tropelamentos de animais silvestres:
  1. Respeite a sinalização e os alertas às margens da rodovia.
  2. Mantenha a velocidade indicada.
  3. Ao avistar um animal, reduza a velocidade e dê preferência ao mesmo.
  4. Não jogue restos de alimentos na rodovia ou n seu entorno. Isso atrai os animais.
  5. Em caso de atropelamento ou ao perceber animais na pista ou nas proximidades, comunique à CRT (21) 2777-8300.
PROCEDIMENTOS: Caso seja encontrado algum animal silvestre atropelado na rodovia, este é levado pela CRT à sede do Fauna Viva, no Parque Nacional da Serra dos Orgãos. Os encontrados vivos e aparentemente saudáveis são examinados e devolvidos ao local de origem. Os feridos são atentidos pela veterinária do projeto, especialista em animais silvestres, e quando recuperados seguem o mesmo destino. Já os animais mortos são enviados a diferentes instituições de pesquisa para estudo.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO ESCREVA PARA:
faunaviva@crt.com.br




Concessionária Rio Teresópolis S.A, Rio de Janeiro
Rodovia: BR-166
Praças de pedágio: 4
Telefone: (21) 2777-8300
www.crt.com.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

Diversas fotos do programa VIDA - Discovery Channel e Vídeo da COBRA ANACONDA comendo uma capivara

Diversas fotos do programa VIDA - Discovery Channel:

http://www.discoverybrasil.com/vida/galeria-fotos-1-1.shtml

Vídeo da COBRA ANACONDA comendo uma capivara:

http://www.youtube.com/watch?v=0owHFW_frTE&NR=1

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rã-touro africana é flagrada comendo rato

Animal é carnívoro e caça roedores, pássaros e até outras espécies de anfíbios

O fotógrafo Mark Abbot flagrou o momento em que uma rã-touro africana comia um pequeno roedor. Ao contrário de outras espécies de anfíbios, a rã-touro africana é conhecida por sua natureza agressiva e por atacar pequenos animais que estão a seu alcance.

De acordo com Dan Garrick, tratador de animais tropicais do Newquay Zoo, a rã-touro africana geralmente fica sentada esperando que a presa passe em sua frente. "Elas são estimuladas por movimento e atacam praticamente qualquer coisa que estiver ao seu alcance", explicou, em entrevista ao Daily Mail.

Segundo cientistas, o animal é capaz de saltar até 3 metros e meio de altura e pode chegar a pesar até dois quilo. O anfíbio tem como habitat natural a região central e sul da África.

Veja abaixo um vídeo da rã-touro africana em ação:

http://www.youtube.com/watch?v=wXqK5QulbJ8&feature=player_embedded

sábado, 23 de outubro de 2010

Capivaras no Rio correm risco de atropelamento, dizem moradores

Os animais saem à noite atrás de alimentos. Prefeitura afirma que vai instalar sinalização na área.

Moradores do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, pedem ajuda para as capivaras que correm risco de atropelamento no entorno do Canal das Tachas, perto do Parque Chico Mendes. Segundo eles, os animais saem para buscar comida e acabam sendo atingidos pelos veículos.

É fácil encontrar um grupo dos animais na beira do canal. Quem vive na região já está acostumado a ver as capivaras.

“O que mais nos revolta é o fato de algumas pessoas maltratarem os animais. Isso realmente não é uma coisa que a gente possa conceber”, disse um morador.

Os animais voltaram à região depois de investimentos no parque. O entorno é cortado por várias ruas movimentadas, mas as pessoas que circulam pela região não encontram nenhum tipo de sinalização informando sobre a presença de animais silvestres. A única placa achada fora do parque foi feita pelos próprios moradores. Eles contam que é comum encontrar bichos atropelados ou feridos de manhã. É que os animais costumam sair à noite em busca de alimentos.

“Os animais acabam sendo atropelados, machucados, então o que falta é uma sinalização”, afirma uma moradora.

Um casal que mora no Recreio há 13 anos passeia todos os dias só para ver os bichos.

“ Eu vi nove capivaras comendo grama ali no condomínio. Todo mundo parava para tirar fotos", disse uma senhora.

A gestora do Parque Chico Mendes, Denise Monsores alerta para o perigo de dar comida aos bichos.

"A população não deva alimentar os animais. O que acontece é que os animais, principalmente o jacaré, fica condicionado. E se ele recebe alimento naquele ponto, ele tende a ficar naquele ponto sempre”, explicou ela.

A prefeitura informou que vai consultar a Secretaria de Meio Ambiente para ver quais são os lugares onde pode acontecer acidentes. Serão colocadas sinalizações nos locais onde as capivaras podem invadir as pistas em volta do parque, para evitar os atropelamentos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Expedição vai investigar menor espécie de tamanduá do mundo

Animal mede cerca de 20 centímetros e pesa 300 gramas.

Pesquisadores entrevistarão ribeirinhos do PA para investigar o bicho.
Um grupo de pesquisadores embarca para a Amazônia no dia 17 de março em busca de novas informações sobre a menor espécie de tamanduá do mundo, a Cyclopes didactylus. Conhecido como tamanduaí, o animal ainda foi pouco estudado, mas sabe-se que tem peso médio de 300 gramas e mede cerca de 20 centímetros, descontando o tamanho da cauda, que pode ter o mesmo comprimento.

A maior espécie existente é o tamanduá-bandeira, que pode pesar 50 kg e medir até 2 metros, contando a cauda, e está ameaçada de extinção, segundo o Ibama.
Segundo Flávia Miranda, pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Projeto Tamanduá), ainda não é possível dizer se a menor espécie do animal corre risco de sumir do mapa na Amazônia, por causa da escassez de informações.

Mas há relatos de que o tamanduaí pode ser capturado para domesticação e a suspeita de que ele serve como alimento em algumas comunidades da floresta. "Isso pode resultar na diminuição da espécie. O animal não é agressivo com as crianças, mas elas não conhecem seus hábitos alimentares", diz a pesquisadora.

Pouca informação

"Não há estatística sobre o tamanduaí", explica Flávia. "Mas a população da espécie na Amazônia é enorme, incluindo Peru e Venezuela, por exemplo". A distribuição original do animal abrange florestas tropicais na América Central e do Sul, em regiões abaixo de 1.500 metros de altitude.

No Brasil, também habita regiões da mata atlântica no Nordeste, onde pode correr risco de extinção, de acordo com Flávia, pela perda de seu habitat natural, resultado do avanço das plantações de cana-de-açúcar. Para conhecer melhor o comportamento do tamanduaí, a pesquisadora estuda a espécie desde meados de 2007 e, nesta nova expedição, vai entrevistar moradores de comunidades na Reserva Biológica do Rio Trombetas, em Oriximiná.

A unidade de conservação no noroeste do Pará tem mais de 400 mil hectares de bioma protegido e abriga, além do tamanduaí, outros animais, como a tartaruga-da-Amazônia.
De acordo com Flávia, que também prepara uma tese de doutorado sobre o tamanduaí pela Universidade de São Paulo (USP), a pesquisa sobre o animal é inédita no mundo. "Ainda não existem descrições sobre a ecologia básica, as doenças e a genética da espécie. Ela é importante porque só ocorre na América Latina", diz. "Pretendemos entender como vivem as populações do animal no Brasil e, a partir disso, identificar um plano de ação."

Por enquanto, sabe-se que o tamanduaí tem hábitos noturnos e que se alimenta basicamente de formigas e cupins. O contato com comunidades ribeirinhas na Amazônia é importante porque os moradores geralmente dão dicas sobre o comportamento do animal, como os sons que ele emite e as árvores em que geralmente pode ser encontrado na floresta.




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Hipopótamo Pigmeu

Um hipopótamo pigmeu é visto no zoo de Wroclaw, na Polonia. Existem menos de três mil animais dessa espécie no mundo e zoológicos de varios países já pediram o macho emprestado para reprodução.


Pandas gêmeos nascem em cativeiro no Japão

Os animais nasceram por inseminação artificial, fato raro entre pandas de cativeiro

BBC Brasil: 06/09/2010 10:26

Dois pandas gigantes gêmeos nasceram no parque Adventure World, em Wakayama, e já viraram astros no Japão.

A imprensa foi reunida na última sexta-feira (3) para ser apresentada aos filhotes, que pesam 760 gramas e 682 gramas. Os dois nasceram no dia 11 de agosto, filhotes do casal Rauhin e Eimer.

O centro japonês comemorou o nascimento dos gêmeos também por ter sido o resultado de inseminação natural, fato raro entre pandas em cativeiro.

Em geral, estes ursos perdem o interesse por sexo quando são presos.

O centro de reprodução em Wakayama é o mais bem-sucedido fora da China. Mais de dez pandas já nasceram no local.

Estima-se que existam apenas cerca de 1,6 mil pandas selvagens, a maioria deles nas montanhas de Sichuan, na China. Outros 210 vivem em cativeiro.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Top 10: Animais estranhos e raros


Saiba mais sobre alguns dos bichos esquisitos que ainda estão vivos entre nós


Por Redação Galileu

O site The List Universe fez uma lista de animais com aparência bem estranha. Todos os membros desta seleção ainda vivem entre nós, mas muitos deles estão ameaçados de extinção.

A maioria corre perigo devido ao desmatamento que acaba com o habitat natural dos bichos. Outros animais estão correndo o risco de serem exterminados da Terra justamente por sua aparência incomum que atrai colecionadores, como é o caso do número 2. Veja a lista abaixo:

10. Proteus anguinus

  Divulgação

É um anfíbio cego muito comum em águas subterrâneas de cavernas no sul da Europa. Vive exclusivamente em lugares sem luz, é também conhecido pelos habitantes da região como peixe humano por causa da cor de sua pele. Apesar dos olhos atrofiados, seu olfato e audição são muito desenvolvidos.

9. Tremoctopus violaceus

Editora Globo

Também conhecido como polvo de véu, a fêmea desta espécie é 40.000 vezes mais pesada do que o macho. Enquanto ela mede até dois metros de comprimento, ele chega aos míseros 2,4 cm. A fêmea costuma estender seu véu quando ameaçada para parecer maior e mais assustadora do que já é.


8. Centrolenidae

Editora Globo

As rãs desta família são caracterizadas pela pele quase transparente. Vivem em florestas úmidas da América Central e do Sul. Também conhecida como rã de vidro, quase todos os seus órgãos são aparentes.

7. Psychrolutes marcidus

Editora Globo

O blobfish, ou o peixe mais feio do mundo, é raramente encontrado vivo. Habitante das águas profundas do mar da Austrália e Tasmânia, tem consistência gelatinosa e densidade levemente menor que a da água, assim é quase levado por ela e usa pouco seus músculos flácidos.

6. Archaeidae

Editora Globo

Uma família de aranhas com que só come outras aranhas. A forma estranha, composta por pescoço e pinças alongadas ajuda na caçada. Conhecidas como aranhas assassinas ou pelicanos, são encontradas na Austrália, Madagascar e África do Sul.

5. Sternoptychidae

Editora Globo

Esta família de peixe habita quase todos os oceanos, menos os de água mais gelada. Como proteus e blobfish, também vive em ambientes escuros. Conta com órgãos produtores de luz dos lados para enganar predadores.

4. Kiwa hirsuta

Editora Globo

Este caranguejo peludo é coberto, na verdade por cerdas semelhantes às de camarões. Ele usa suas cerdas para filtrar a água ao seu redor. Cego e incolor, também vive na escuridão.

3. Phycodurus eques


Editora Globo

Este dragão marinho é um peixe que vive disfarçado de alga. Vive na Austrália flutuando em águas superficiais. Por ser muito camuflado, caça por emboscada. Atualmente encontra-se ameaçado.

2. Uroplatus phantasticus

Editora Globo

Mais conhecida como lagartixa satânica com cauda de folha, a espécie acima é natural da ilha de Madagascar. Mas, como vários animais da região, corre risco de ser extinta por causa da destruição de seu habitat e caça feita por colecionadores. A lagartixa usa sua aparência para camuflagem e, apesar do olhar satânico, só se alimenta de insetos.

1. Hemeroplanes cartepillar

Editora Globo

Parece, mas não é cobra. Trata-se de uma lagarta pouco conhecida e dificilmente avistada que vive nas florestas úmidas do México e América Central. Normalmente ela n”ao tem essa aparência assustadora, mas, quando é ameaçada, ganha as cores e o formato de uma cobra. Além de mimetizar cores, olhos e o formato da cobra, a lagarta simula ataques – inofensivos, já que ela não é venenosa. Esta lagarta fantasiada de cobra está muito ameaçada de extinção por causa do desmatamento.

sábado, 14 de agosto de 2010

Na coluna De volta à pré-história, saiba qual o sabor de descobrir as memórias perdidas dos seres humanos e as do passado da vida na Terra

Por: Ismar de Souza Carvalho, Departamento de Geologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Publicado em 13/08/2010 | Atualizado em 13/08/2010

(Ilustração: Cruz).

Iniciei o dia de hoje arrumando um velho armário que me acompanha há muitos e muitos anos. É surpreendente a quantidade de coisas que acumulamos com o tempo: canetas que não têm tinta, chaveiros, figurinhas, moedas que já não são úteis e, às vezes, até mesmo um pedaço de chiclete, que ficou esquecido lá no fundo de uma gaveta. Geralmente, o que guardamos por muito tempo, apesar de não ter nenhum valor, faz parte do que existe de mais importante: a memória de nossas histórias e emoções.

Foi assim que encontrei um caderno com a capa amarelada e um pouco amassada, que já não via há pelo menos trinta anos. Tanto tempo, não é mesmo? Porém, foi muito bom tê-lo reencontrado. Nele estavam vários recortes de jornais com notícias que me impressionavam quando eu tinha meus 11 anos. Havia um sobre a descoberta de pegadas de dinossauros na Paraíba, outro sobre uma nova múmia encontrada no Egito. Matérias sobre fósseis úteis para a descoberta de petróleo, textos sobre a origem da vida e mais alguns sobre civilizações pré-históricas. Inicialmente não entendi o porquê de eu guardar recortes de jornais que pareciam tão diferentes. Porém, logo percebi que todos tinham relação com o tempo. Uns falavam sobre o tempo humano, como as notícias das antigas civilizações. Já outros - como o que noticiava as pegadas de dinossauro - eram sobre o tempo geológico: o que é medido em muitos e muitos milhões de anos.

Uma mesma emoção 2
Arqueólogos fazem uma escavação na Europa (foto: Russel Hugo).
Uma mesma emoção 3
Ramo de um pinheiro de 100 milhões de anos coletado no interior do Ceará (imagem cedida pelo autor).

A diferença da duração do tempo é um dos aspectos que diferencia duas ciências: a arqueologia e a paleontologia. A arqueologia estuda os restos e vestígios das pessoas que viveram no passado. Os objetos de estudo podem ser antigas ferramentas, como os machados de pedra, ou, então, como era a sociedade. A arqueologia tem sempre relação com o passado das pessoas e, por isso, o tempo dos materiais arqueológicos pode ter algumas centenas ou até milhares de anos.

Já a paleontologia estuda os fósseis, que, geralmente, são encontrados em rochas com muitos e muitos milhões de anos, quando os seres humanos ainda nem tinham surgido na Terra. Os fósseis podem ser vestígios de animais, plantas, fungos ou até mesmo bactérias que viveram em nosso planeta. Alguns são gigantescos como os dinossauros, outros só podem ser observados com possantes microscópios, como o de algumas algas fósseis. A idade dos fósseis quase sempre é a de um passado muito, mas muito longínquo da história da Terra.

Porém, há um ponto em comum entre os que se dedicam a essas duas ciências. Os arqueólogos e os paleontólogos compartilham uma mesma emoção: a possibilidade da descoberta do nosso passado, de nossas origens. Descobrir as memórias perdidas dos seres humanos ou as do passado da vida na Terra é como resgatar nossas próprias lembranças guardadas em uma gaveta: é recordarmos de tempos que não mais existem, mas que nos fazem entender quem somos.

Ismar de Souza Carvalho
Departamento de Geologia
Universidade Federal do Rio de Janeiro


Brincar de fotografar

Profissional dá dicas para você começar a clicar paisagens, plantas ou animais

Por: Carolina Drago, Instituto Ciência Hoje/RJ

Publicado em 12/08/2010 | Atualizado em 12/08/2010

O tatu-canastra é um bicho noturno e arisco. Para fotografá-lo, Luiz Claudio Marigo acordava às três da madrugada e saía de carro pelo Parque Nacional das Emas, em Goiás. Foram nessários vários dias até encontar esse mamífero (fotos: Luiz Claudio Marigo).

Se você curte a natureza, o que acha de fotografá-la? Saiba que pode ser bem fácil! Basta uma câmera digital simples, curiosidade pelos hábitos dos animais e atenção às formas e cores do meio ambiente. Quem ensina é o fotógrafo Luiz Claudio Marigo, que acaba de lançar o livro Fotografia de natureza: teoria e prática.

Marigo ainda era criança quando decidiu se aventurar no mundo natural para conhecer de pertinho as plantas e os bichos. Agora, em seu livro, dá dicas para aqueles que têm vontade de lançar seus flashes sobre esse mundo verde e de várias outras cores. Para crianças como você, a primeira sugestão do fotógrafo é: ande na natureza e descubra do que mais gosta. Será que é registrar paisagens? Bichos? Ou plantas?

Brincar de fotografar 2

Esta foi uma das fotografias que Marigo fez ao voar por mais de cem horas sobre a Floresta Amazônica em um teco-teco.

Observador da natureza

Não, você não precisa saber mexer naquelas câmeras supercomplicadas, cheias de botões, para tirar fotos bonitas. Marigo lembra que o mais importante é usar a criatividade e, claro, apreciar o mundo dos animais, seus hábitos e suas características. “Para aprender é preciso observar”, aconselha. “O mais importante não é a técnica, porque a tecnologia muda. O que não muda é a boa fotografia.”

<a href="http://mais.uol.com.br/view/5993811">A última ararinha-azul</a>


Luiz Claudio Marigo fotografou, em 1990, a última ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) avistada no Brasil, no Riacho da Melancia, ao norte da Bahia. Neste vídeo, o fotógrafo explica como isso aconteceu. Clique e assista.


Para começar, você pode fotografar o seu bichinho de estimação, dentro de casa mesmo, para depois arriscar fotos de paisagens e de outros animais. As formas das plantas também podem dar uma imagem legal, já que existem plantas de diferentes tamanhos e contornos. E não se esqueça das luzes e cores que a natureza pode emprestar à sua foto. Experimente, por exemplo, fotografar em diferentes horários. A luz muda ao longo do dia e, com ela, a sua foto também!

Brincar de fotografar 3

O segredo para fotografar borboletas é se aproximar devagar, sem movimentos bruscos, ou esperá-las perto das flores, onde esses insetos se alimentam de néctar. Concentradas na refeição, elas permitem que o fotógrafo chegue bem perto!

Pequenos fotógrafos de insetos

Outra dica é fotografar insetos. Estes seres pequeninos que preferem, muitas vezes, os lugares rasteiros também podem ser uma escolha divertida. Marigo conta que, “por serem mais baixas, as crianças têm o olhar mais agudo para observar os insetos”. Ou seja, têm a chance de prestar mais atenção neles e fazer boas fotos. Para você ver que ser um fotógrafo mirim tem suas vantagens!