sexta-feira, 14 de maio de 2010

Coelho-anão

Os coelhos-anões ou coelhos europeus vivem em grupo num complexo sistema de tocas chamando lura. Numa *colônia vivem até 200 coelhos. Capim e folhas são seu principal alimento, mas eles podem comer grãos e causar danos a árvores jovens. Durante o ano, as fêmeas têm várias ninhadas - de três a nove filhotes em cada uma.

Nome científico: Oryctolagus cuniculus
Tamanho: Corpo: 35-45 cm
Habitat:
Pradarias e bosques
Distribuição: Europa e noroeste da África. Introduzida na Austrália e na América do Sul.

Glossário - (*):

Colônia: 1. Grupo de migrantes que se estabelecem em terra estranha. 2. Grupo de pessoas que se estabelecem noutra regiãos do seu país. 3. Lugar onde se estabelece qualquer desses grupos. 4. Região pertencente a um estado e situada fora de seu âmbito geográfico principal; possessão domínio. 5. Estado posto sob a autoridade de outro; protetorado. 6. Indivíduos de uma nação que vivem com país ou cidade estrangeira, e seus descendentes que conservam suas tradições, características culturais, religiosas, etc. 7. Conjunto de pessoas que se agrupam para determinado fim. 8. Conjunto de organismos da mesma espécie e que vivem juntos. 9. Conjunto de espécies diferentes que vivem num todo isolado. 10. Grupo de cédulas contíguas derivadas de uma célula ancestral, e que vivem sobre uma superfície sólida. 11. Nas fazendas, grupo de casas de colonos.

  • Colônia agrícola
  • Colônia de enraizamento
  • Colônia de povoamento

Lebre-européia


Rápida e *dotada de longas patas traseiras, a lebre-européia também chamada de lebre-comum, é ativa principalmente no *crepúsculo e à noite. Passa o dia em um buraco forrado de capim - a toca -, escondido no meio da vegetação. Alimenta-se de folhas, brotos, raízes, bagas, frutos, fungos, cascas e gravetos.

Nome científico: Lepus europaeus
Tamanho: Corpo: 44-76 cm
Habitat: Campos abertos, bosques
Distribuição: Europa e Ásia. Introduzida na Austrália e Américas do Norte e do Sul.


Glossário - (*)

Dotada: 1. Que recebeu dote. 2. Que tem dotes. 3. Prendado.

Crepúsculo: 1.
Luminosidade, de intensidade crescente ao amanhecer (crepúsculo matutino) e decrescente ao anoitecer (crepúsculo vespertino), proveniente da iluminação das camadas superiores da atmosfera pelo Sol, quando embora escondido, está próximo do horizonte. 2. Decadência, declínio; ocaso.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O equilíbrio da floresta


As florestas são, para muitos, um ambiente desconhecido, até amedrontador. Alguns imaginam que elas se resumem a bichos ferozes, peçonhentos, e ambiente hostil. Mas, se observarmos bem, elas estão próximas a nós, ainda que vivamos em metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo - a exemplo do Parque Estadual da Serra da Cantadeira, em São Paulo, ou de tantas outras Unidades de Conservação no Rio de Janeiro e no Brasil afora. E lá, providos de um olhar mais atento, deparamos com milhares de seres, como plantas e animais que interagem, estabelecendo o que chamamos de equilíbrio dinâmico na natureza.

Podemos visualizar uma floresta pelos vários níveis (estratos), como se fossem andares de um prédio. O subsolo pode ser equiparado aos compartimentos e túneis ocupados por tatus, coelhos silvestres, formigas, pequenos roedores, lagartos, entre tantos outros. Na camada de folhas secas que recobre o solo, há grande quantidade de pequenos organismos que decompõem a matéria orgânica, fertilizando a terra. Ainda próximo ao solo, encontramos ervas e arbustos, onde circula grande variedade de animais: aves como codornas, veado, a anta, o cachorro-do-mato, o jabuti serpentes e vários outros vertebrados e invertebrados representantes de nossa fauna. Se o solo está próximo de um lago ou riacho, uma nova e complexa interação de espécies animais e ambiente aquático ali ocorrerá. Seguem o nível das árvores, que apresenta, de acordo com a altura, uma predominância no perfil dos "moradores". A floresta pode apresentar três níveis de altura de árvores: o sub-bosque, com copas que variam de poucos metros de altura até 20 metros; o dossel, que tem copas entre 20 e 30 metros; e as árvores e as emergentes, muito altas e espalhadas, que se protejam acima do nível geral das copas.
Muitas aves dependem da altura das árvores para garantir a segurança dos filhotes, que devem ficar distantes dos predadores. Os animais que vivem nas árvores podem vir, por vezes, até mesmo ao solo, mas têm preferência em transitar por um desses estratos. Os maiores primatas sul-americanos habitam a Amazônia e a mata atlântica, ocupando os estratos mais altos. Lá, encontram folhas tenras de árvores imensas que só existem nas florestas mais preservadas. Por isso, muitas espécies, como o muriqui, atuam como indicadores biológicos, ou seja, onde existem, sinalizam certos equilíbrio e conservação do ambiente primitivo.

Os fatores físico-químicos, como a incidência de luz, têm grande influência na distribuição das plantas dentro da floresta. Onde há menos luz, as folhas costumam ser maiores e mais escuras, pois concentram mais clorofila. As plantas retêm a energia do sol e repassam (alimentos) para outros seres vivos, que andam, saltam, rastejam ou voam. Esses seres vivem numa cadeia alimentar perfeita, o que garante a harmonia de um ecossistema.

As espécies desenvolvem adaptações distintas para sobreviver. Há plantas que se adaptaram aos troncos de árvores, como bromélias, sem manter nenhum contato com o solo e sem retirar nada das árvores, apenas buscando mais luminosidade e fazendo uso da água que retém entre as folhas, que formam um reservatório na forma de corpo.

Nesse microambiente aquático podem viver algas, protozoários, larvas de insetos, lesmas, pererecas, aranhas e outras espécies, que constituem uma verdadeira comunidade. É exatamente ali que certos predadores, como o mico-leão (e vários outros primatas), vão investigar, selecionando e capturando pequenos seres e saciando a sede, assim como fazem certos pássaros, que também utilizam esse microambiente como fonte de água e para refrescar-se. E os micos-leões podem, por sua vez, saciar a fome de uma jaguatirica ou de uma águia-cinzenta.

Se, contudo, uma dessas espécies desaparece da floresta, o desequilíbrio ocorrerá quase de imediato, pois cada uma tem um papel a cumprirna cadeia alimentar, não importa se o animal está no topo, como as águias, ou nos primeiro níveis, como os sapos. A extinção de um animal de rapina pode levar à proliferação de uma espécie que vai provocar outros desequilíbrios em outras cadeias,até o aparecimento de doenças, como o que ocorre com os pombos nas grandes cidades.

A floresta é mais complexa e majestosa do que um simples olhar pode captar. A falta de conhecimento e sensibilidade tem nos levado à destruição dela através dos século. Mesmo hoje, as florestas continuam sendo derrubadas impiedosamente. Não só florestas, mas também áreas de várzeas, mangues, cerrado, campos. Nossa interferência no mundo tem sido feito no sentido de transformar a natureza em um lugar mais acessível para nós, humanos. No entanto, precisamos nos perguntar se precisamos tanto, realmente da melhor da melhor vista da mata, da praia mais intocada, de mais energia elétrica, ou se podemos viver com toda beleza, levando em consideração os animais existentes em cada região e interferindo na vida deles o mínimo possível. Trata-se de uma reflexão crítica importante nesta época em que vivemos a relação desenvolvimento versus esgotamento dos recursos naturais.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lebre-alpina

A lebre-alpina é marrom-escura no verão, mas, no inverno, seu pêlo se torna branco para que ela passe despercebida na neve. Apenas as pontas de suas orelhas permanecem escuras. Essa mudança sazonal na cor do pêlo a ajuda a se esconder do inimigo. Normalmente ativa durante a noite e no começo da manhã, a lebre-alpina come ervas no verão e gravetos e brotos no inverno.

Nome científico:
Lepus americanus Tamanho: Corpo: 42-50 cm
Habitat:
Floresta, pântanos, matagais Distribuição: Alasca, Canadá e norte dos Estados Unidos.

Equidna-ouriço

A equidna-ouriço tem o corpo roliço e compacto, coberto de espinhos. Quando ameaça, ela pode se enrolar, formando uma bola ou, se o solo for macio, se enterrar deixando expostos apenas espinhos. Dessa forma, protege a cara e aparte de baixo de seu corpo. Tem a língua revestida por uma saliva pegajosa com a qual captura qualquer inseto que toca.

Nome científico: Tachyglossus aculeatus
Tamanho: Corpo: 35-50 cm
Habitat: Pradarias, floresta
Distribuição: Austrália e Nova Guiné

Ornitorrinco

O ornitorrinco é um animal semi-aquático, que passa quase o dia todo em tocas na beira dos rios. Ao amanhecer e no final da tarde, sai para se alimentar na beira do rio, usando seu bico sensível para explorar a lama em busca de insetos, vermes, larvas, camarões e rãs. Seu bico é recoberto por uma estrutura óssea. As patas traseiras do macho têm esporas que são conectadas a glândulas de veneno.

Nome científico: Ornithorhynchus anatinus
Tamanho: Corpo: 45 cm
Habitat: Lagos e rios
Distribuição: Leste da Austrália e Tasmânia

Catita

Embora viva em regiões arborizadas, este pequeno marsupial pouco sobe em árvores, preferindo viver no chão da floresta. Durante o dia, refugia-se em ninhos de folhas, que ele faz em buracos ou nos ocos das árvores. Só sai à noite para se alimentar de sementes, brotos e frutos.

Nome científico: Monodelphis brevicaudata
Tamanho: Corpo: 11-14 cm
Habitat: Floresta
Distribuição: Da Venezuela ao norte da Argentina